Ele - Part 8

Auri estava deitada na sua cama, de olhos fechados a recapitular o que tinha acontecido à uns dias no parque, não conseguia esquecer os beijos de Hélio ou mesmo o seu abraço, os seus sussurros no ouvido ou os seus beijinhos de esquimó, estava naquela magia que a fazia levitar de alegria quando foi puxada para a realidade pelo som do telemóvel. Era Hélio.
“Queres vir a minha casa, ver um filme, Auri?” – Perguntou-lhe.
“A tua casa? E os teus pais?” – Auri, explodiu de alegria com o seu convite.
“Não te preocupes, não está cá ninguém.”
“Hum. Então a que horas?”
“Agora J ?”
“Até já”
Auri, saltou da cama a cantarolar, despiu rapidamente o pijama, abriu o seu guarda-fatos e ficou a olhar alguns minutos para ele à procura de algo para vestir. Estando o tempo frio, optou por umas leggins pretos, uma sweatshirt rosa choque larga e umas sapatilhas. Quando se olhou ao espelho viu o seu enorme monte de caracóis todos desalinhados, e foi onde perdeu mais tempo. Colocou spray para os domar os caracóis, penteou-os levemente e deixou-os soltos a bailar pelas costas, colocou creme na cara, perfumou-se ligeiramente, pegou na carteira e saiu.
A caminho para apanhar o autocarro pensou que não sabia como ir para casa de Hélio pois não sabia a morada nem este lha tinha dado. Mandou-lhe mensagem a perguntar à qual respondeu rapidamente. Apanhou o autocarro e ficou sete paragens depois da sua. Quando saiu, reparou que o seu coração disparara instantaneamente mal viu Hélio da janela de sua casa, acenar. Quando ele saiu da janela para lhe abrir a porta ela ponderou em voltar atrás pois de repente sentiu o estomago às avessas e quase vomitou. Ele veio buscá-la à porta.
 - Auri? – Perguntou-lhe com um tom preocupado – estás bem?!
 - Sim. – Mas não, não se estava a sentir nada bem. Os sentimentos eram de tal forma intensos por Hélio que todo o seu corpo tremia só com o som da sua voz.
 - Vamos entrar? - Hélio puxou-a para dentro de casa pela mão – Estás com medo de entras, tontinha?
Mal Auri fecha a porta, Hélio abraça-a calorosamente e prega-lhe um beijo fazendo-a cambalear, Auri corresponde-lhe abraçando-se ao pescoço de Hélio, este por sua vez, pega-lhe nas pernas e entrelaça-as à volta da sua cintura e encostou-a levemente à parede, era evidente o desejo de se beijarem, tocarem, acariciarem-se… Foi Auri quem cessou aquela fogosidade arquejando.
 - Acho que é melhor irmos ver o filme, Hélio. – Disse ofegante.
 Hélio pousou levemente Auri no chão.
 - Sim! – Respirou fundo para acalmar o batimento cardíaco. – Vamos lá mas vou ter de te vendar os olhos.
  - Porquê?
  - Surpresa. - Sorriu e colocou-lhe a venda nos olhos.

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