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A mostrar mensagens de junho, 2014

Ele - Part10

O fim-de-semana estava aproximar-se e o dia do aniversário do irmão de Auri também, ou seja ela teria de voltar à sua terra natal para comprar umas quantas flores para ir pôr na sua campa e, muito provavelmente, teria de se encontrar com umas quantas pessoas que não queria. Por isso, decidiu ligar a Filipa e pedir para a "encobrir". Ao chegar, ela já a esperava no seu Fiat 500 vermelho.   - Amiga! - Gritou ela ao sair do carro. - Como é bom voltar a rever-te.   Auri abraçou-a e depositou a mala na bagageira. Ao entrar no carro, colocou os óculos de sol.   - Compraste as flores? – Questionou Auri.   - Sim, está tudo tratado. Vamos ao cemitério e vamos logo directas para minha casa! Ninguém irá dar pela tua presença, prometo.   - Obrigada. A chegada ao cemitério foi rápida e Filipa deixou Auri ir sozinha colocar as flores e estar alguns minutos junto do seu irmão. Auri, sentou-se sobre a campa e começou a deslumbrar na pedra granítica a fotogr...

Ele - part 9

  - Sim, e depois encontrai-me com ele na esplanada do parque e do nada saíram-me as palavras, Filipa. – Auri, contava entusiasticamente a história à sua melhor amiga. – Ficámos por lá a passear, vimos o pôr-do-sol e ele veio acompanhar-me até casa a pé. – Ambas estavam deitadas na cama de Auri a rir. – Depois ele convidou-me para ir a casa dele para irmos ver um filme. – Ela estava ao rubro. – E foi… espectacular, ele é super romântico, Filipa… Ai.   - Sim, e…? – Insistiu Filipa.   - Depois ele levou-me até ao quarto dele e…   - Espera, espera, até ao quarto dele? Aurora?! – Interrompeu-a rindo.   - Não aconteceu nada, quer dizer, aconteceu mas nada que envolva corpos demasiado envolvidos, um, num outro e mãos exploradoras e saltitantes. – Corou enquanto sorria. - Hum… Então e depois, o que é aconteceu?   - Bem, eu quando entrei no quarto fiquei extasiada, Filipa, estava tudo espectacular, mágico, lindo. Olha, tinha uma manta no chão daque...

24/06/2014

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"O sorriso é a manifestação dos lábios, quando os olhos encontram o que o coração procura."

Ele - Part 8

Auri estava deitada na sua cama, de olhos fechados a recapitular o que tinha acontecido à uns dias no parque, não conseguia esquecer os beijos de Hélio ou mesmo o seu abraço, os seus sussurros no ouvido ou os seus beijinhos de esquimó, estava naquela magia que a fazia levitar de alegria quando foi puxada para a realidade pelo som do telemóvel. Era Hélio. “Queres vir a minha casa, ver um filme, Auri?” – Perguntou-lhe. “A tua casa? E os teus pais?” – Auri, explodiu de alegria com o seu convite. “Não te preocupes, não está cá ninguém.” “Hum. Então a que horas?” “Agora J ?” “Até já” Auri, saltou da cama a cantarolar, despiu rapidamente o pijama, abriu o seu guarda-fatos e ficou a olhar alguns minutos para ele à procura de algo para vestir. Estando o tempo frio, optou por umas leggins pretos, uma sweatshirt rosa choque larga e umas sapatilhas. Quando se olhou ao espelho viu o seu enorme monte de caracóis todos desalinhados, e foi onde perdeu mais tempo. Colocou spray para o...

Ele - Part 7

Por segundos, Auri pensou que iria ser ela a levar uma bofetada, não na cara como é óbvio, mas sim psicológica, de Hélio. A reacção dele não poderia ter sido a mais perfeita e a mais oportuna para limpar toda a tristeza que Auri sentia. Depois de proferidas as palavras “Eu Amo-te”, Hélio tira os óculos, aproxima-se de Auri, olha-a nos olhos e presenteou-a com um doce e demorado beijo. A violência dos sentimentos era tal que Auri não conseguia controlar o próprio batimento cardíaco ou as próprias lágrimas. Chorava, não por tristeza, mas pela alegria que aquele ser humano lhe causava, conhecia-o levemente mas era o quanto bastava para a completar. Desta vez, Auri pode verdadeiramente aproveitar o beijo, pode sentir tudo e apreciar tudo até ao último segundo. Começaram por beijar-se intensamente, numa energia inesgotável, numa ansiedade de se devorarem como se fossem uma labareda a lavrar em campo seco. Sem conseguirem respirar, pararam e olharam-se, foi, então, que Auri o puxou ...

Ele - Part 6

Chegou a casa numa lástima, parecia um trapo, não havia músculo que lhe não doesse, despiu-se lentamente e dirigiu para a casa de banho onde tomou um duche bastante lento. Tinha a cabeça a latejar e quando se deitou na banheira em fracções de segundos adormeceu. Quando acordou sentiu-se muito mais relaxada mas quando olhou para a água ficou confusa pois esta encontrava-se tingida de vermelho, então lembrou-se que talvez se tivesse magoado durante a queda, procurou nos pés, nas pernas nos braços e nada. Quando olhou para as mãos viu enormes arranhões e quando se olhou ao espelho viu o queixo rasgado. Não tinha dado conta de nada daquilo e quando voltou para o quarto viu o vestido todo sujo e nem reparara. A dor interior sobrepunha-se a tudo o resto e quando deu por si, tinha a toalha que a fica ensopada, o sangue não parava de pingar do queixo. Quando se olhou ao espelho viu que a ferida estava muito feia e pensou que o melhor seria ir ao centro de saúde. Assim fez. Auri encontra...