Ele - Part 11



Auri, estava de tal maneira distraída com todo aquele aconchego nos braços de Hélio, no sabor dos seus beijos que nem deu conta do que dizia ou fazia, o tempo tinha parado, eram só eles, nos braços um do outro. Foi, então, quando viu a expressão de espanto de Hélio é que começou a raciocinar no que tinha dito e de como estavam.
Hélio levantou-se ficando de costas para ela, Auri ficara sentada e quando ele se virou, pegou-lhe na mão, puxou-a para si e olhando-a com uma expressão séria e disse-lhe:
 - Posso responder-te na cozinha?
Bem, dada a pergunta que foi feita aquela era a resposta, de todas, a que menos esperava.
 - Sim.. Acho que sim.
Depois começou a pensar… Na cozinha? Porque raio queria ele responder-lhe na cozinha?! Depois pensou o porque do sua presença ali, o pequeno-almoço, pois claro. Hélio guiou Auri até à cozinha e pelo caminho já se começava a sentir o aroma do café e algo mais que Auri não soube identificar. Ficou perplexa mal entrou na cozinha. Havia café num bule que fumegava levemente, leite num jarro transparente, compotas e frutas frescas. E tudo aquilo combinava com um prato repleto de crepes com um aspecto desajeitadamente delicioso e um frasco de nutella. Hélio tinha decorado o lugar de Auri rigorosamente, assim como o seu, só que este sem aquela jarra com uma rosa vermelha. Quando se sentou, olhou para o prato e ficou emocionada, pois nele já se encontrava um crepe com o seu nome desenhado com nutella e um cartão. Não conseguiu proferir qualquer palavra apenas olhou para Hélio com os olhos a cintilar de alegria.
 - Abre. – Disse Hélio, apontando para o cartão.
“Queres namorar comigo?”, o seu coração explodiu de alegria quando leu o que estava no cartão, voltou a reler para se certificar que o tinha feito correctamente. Olhou para ele e num salto abraçou-se a Hélio e exclamou com toda a alegria:
 - Sim! Quero, Hélio.
Ele abraçou-a e ele mergulhou o rosto no seu pescoço beijando-o. Foi então que ele sussurrando ao ouvindo, disse:
 - E sim, Auri, eu Amo-te!
                                                                              *
Depois daquele pequeno-almoço cheio de chocolate e beijos. Acabaram por se deitar no sofá da sala a ver televisão e adormeceram. Auri, foi quem acordou primeiro e ficou a contemplar o rosto do seu, agora, namorado. Hélio era dotado de uma beleza da qual Auri não se cansava de apreciar. Enquanto ele dormia, Auri começou a decorar os seus traços, Hélio tinha uma expressão de um menino traquina enquanto dormir e composto por uma nariz e uma boca extremamente bem desenhados. O seu pescoço era longo e todo o seu corpo era bem moldado e definido. Respirava lentamente até que, do nada, ele abre os olhos assustando Auri, fazendo quase cair do sofá. Hélio segura pela cintura:
 - Eu seguro-te, meu anjo!
Começou a beijá-la carinhosamente no pescoço até chegar ao seu decote, Auri estava de olhos fechados e começou a sentir o corpo arrepiar-se com o toque de Hélio. Ela levanta-lhe o queixo até ficarem a olhar um para o outro e começaram a numa brincadeira de quem se conseguia escapar aos beijos um do outro, Auri foi quem ganhou mas Hélio não se conformou com esse facto e agarrou subtilmente o seu rosto de maneira a que Auri não conseguisse fugir e beijou-a, ela, a princípio, começou a debater-se mas depois deixou-se ir nas ondas dos lábios de Hélio.
Ele começou a percorrer o corpo de Auri com as mãos enquanto a beijava lentamente, evitando tocar pontos mais sensíveis mas não resistiu por muito tempo. Auri apercebia-se desse seu impulso delicado e ria-se.
Quando suou o meio dia no relógio, Auri entrou em pânico saltando do sofá.
 - Hélio, tenho aulas daqui a duas horas.  
 - Também eu. Acho que devíamos almoçar alguma coisa antes de ir.
 - Oh, podemos almoçar algo pelo caminho ou mesmo na escola.
 - Nem pensar. Vou encomendar uma pizza para os dois e vamos. Eu também tenho que me vestir é o tempo de a pizza chegar.
 - Pode ser, então.
Hélio ligou para a pizzaria e como ele dissera não se demoraram a ir entregá-la. Comeram e seguiram apanhar o autocarro para a escola.
Quando entraram na escola, Auri sentiu-se desconfortável com o facto de estar de mão dada com Hélio, não, que não gostasse mas não queria chamar atenções, ele era conhecido na escola e bastante sociável e Auri não queria isso, até ali tinha-se mantido discreta quase como uma figurante e assim se queria manter.
Ela largou-lhe a mão e começou a encaminhar-se para o seu pavilhão. Sentiu o olhar quase magoado de Hélio.
 - Auri. – Auri virou-se e ele sorrindo, agarrou-a pela cintura e selou-lhe os lábios com um beijo ternurento.
 - Aqui não… As pessoas vão reparar. – Disse-lhe sorrindo de forma a disfarçar o desconforto.
 - Eu sei, não te preocupes. Até logo.
  - Até logo.
                                                                                              *
As aulas decorreram normalmente e durante o intervalo saiu, apenas, uma vez para ir fumar. Já não o fazia algum tempo, quase se esquecia, o que era uma coisa boa pois queria deixar de fumar o mais rápido possível.
Quando estava a subir as escadas para se dirigir à casa de banho, percurso esse que iria dar, também, acesso a uma sala de convívio apercebeu-se de ouvir uma voz conhecida. Foi quando deu de caras com Hélio no meio de três raparigas, uma destacava-se pelas suas formas bastante apelativas. Auri passou-se por completo quando viu a maneira de como ela sorria e tocava ao de leve no ombro de Hélio enquanto falava. “Atiradiça”, pensou ela enquanto revirava os olhos. Os ciúmes, outra vez...
Auri, tinha duas hipóteses, seguir o caminho que inicialmente queria ou ia lá e esclarecia naquele momento que Hélio era comprometido. Claro, a parte de não chamar atenção e ser discreta desapareceu pois Auri opta pela segunda hipótese. Entra pela sala e dirigi-se a Hélio e prega-lhe um beijo.  
 - É bom que fiquem esclarecidos que não andas com a Lara. – Sussurrou-lhe ao ouvido.
Virou as costas e correu para a casa de banho tinha o estomago às voltas e quase não teve tempo para abrir a porta da casa de banho quando foi surpreendida pelo vómito. Entrou em pânico quando viu sangue
“Ó não, outra vez não”, murmurou por entre as lágrimas e desmaiou.

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