Diário Dela E.2009
Questionou-se de qual seria o nome
dele, várias vezes antes de ele lho dizer. Teve vergonha de lho perguntar, mas
não o demonstrou. Ela continuava a falar com ele sobre coisas banais, se ia
estar por ali no outro dia, de onde era…Eram só eles ali, que se ouviam, que se
olhavam, que sentiam…
Foi lá, junto aquele pedaço de
mar, areia e sol que a conexão de dois pontos opostos, se encontrou…
Como…?porquê…? Perguntas destas, eles, talvez, façam todos os dias. A resposta
não é, de todo, linear, o encontro daqueles dois humanos não foi predisposta
por eles, por ninguém (terreno, pelo menos). Teve de acontecer, tinha de ser
assim, eles tinham de, naquele dia, naquela hora, naquele momento, olhar um
para o outro…
Ele tentava esconder a timidez
naquele primeiro momento em eles falaram… Ela também…
Estava na hora de se despedirem.
Trocaram números de telemóvel, de
nomes e de sorrisos. Subiram a rua debaixo duma brisa calma e calorosa.
Ela odiou quando o viu partir,
pois, a probabilidade de se voltarem a ver era muito reduzida. O outro dia poderia
ser incerto mas uma coisa era certa, não se iriam esquecer um do outro.
…(...)
A.
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