A Chuva

Ping, Ping, Ping….
A chuva lá fora cai.
E no silêncio da noite;
As sombras dançam,
No meio da sinfonia.
As gotas cãem
Salpicam os vidros,
Espreitam a luz, curiosas.

Ping, Ping, Ping….
A chuva lá fora cai.
As chamas da lareira,
Movem-se na parede.
Havendo movimentos figurados.
O fumo adocicado do chá,
Espalha-se pela casa.
Levando à alma, aroma.
Aquecendo a alma de sabor.

Ping, Ping, Ping….
A chuva lá fora cai.
O ouvido continua atento.
Esperando a voz do pensamento,
A voz do silêncio.
O relógio marca as horas
Indiferentemente velozes.
Não havendo paragens.

Ping, Ping, Ping….
A chuva lá fora  cai.
Eu sei,
Amanhã o sol brilhará,
E o que hoje foi bom,
Amanhã passará.
Será um novo renascer.
Uma nova lei.
Novos aromas,
Novas emoções,
Novas opções.
E o que foi hoje,
Amanhã não será.
Os pensamentos de agora
Passarão a simples recordações.
Nova acção,
Em que o protagonista
(E isso não muda)
És tu!

Ping, Ping, Ping….
A chuva lá fora parou….

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