A folha cai, só. Desaparece o sorriso, lembranças. A chuva volta, a tristeza Se não escrever apodera-se de mim. Continuou sem emoções, a neutralidade E os humanos continuam cegos! (E, no fundo, eu também). O coração continua vazio, o silêncio É imenso e, por fim, a harmonia toa. A estrada é longa, a distância Continua a ser uma lágrima nos meus olhos. O pranto vai-se apoderando, a sensibilidade Arrasa e rasga a alma. Os sentimentos esborratam o papel, a poesia É o profundo oceano que ninguém conhece. A.
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A mostrar mensagens de julho, 2014
Ele - Part 14
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A discussão que se seguiu não foi bonita e, Auri, gostaria de a ter evitado ao máximo, sentia uma raiva imensa pelo segredo que a família fizera em relação à identidade do autor do acidente do irmão de Auri, uma coisa era certa, nunca iria ser capaz de os perdoar. Depois de Hélio entrar no quarto a verdade fora revelada num misto de raiva e tristeza. O pai de Hélio estava completamente devastado, Auri está extasiada e Hélio estava furioso. - Hélio... Lamento imenso... Só te queríamos proteger... – Disse-lhe o pai de Hélio. - Proteger de quê? O que é que não me contaram? O que é que se passou?! O pai dele sentou-se na cadeira e esperou que Hélio se sentasse também, o ambiente estava de cortar à faca, as emoções estavam ao rubro e as palavras estavam num colapso dentro de cada mente. - Há três anos... Quando tive todos aqueles problemas e fui preso... – Começou por dizer. - Sim, por causa do acidente e das mercadorias roubadas... - Não... nós mentimos-te Hélio... As m...
Não há pior saudade
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Não há saudade pior do que esta. Que a distância impede o toque, Que afasta o beijo, Que separa, aos poucos, duas almas. Não há saudade pior do que esta. Que nos proíbe de sentir para não chorar, Que nos impede de pensar para não fugir; Que nos desgasta a cada dia. Não há saudade pior do que a minha. Que me consome em qualquer sonho Que pinta o céu de cinzento nos dias de sol. Que me gela o coração. Não há pior saudade, Do que aquela da qual não sei escrever, Da qual não sei explicar. Esta. A.
Ele - Parte 13
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Às duas da manhã, acordou violentamente com o seu próprio grito, o pesadelo que estava a ter acordou a casa toda, estava alagada em suor e uma dor imensa na zona abdominal. Hélio foi o primeiro aparecer: - Aurora? – Gritou – Está tudo bem? Não estava. Auri, só teve tempo de sair da cama, correr para a casa de banho e cair de joelhos ao pé da sanita para mais uma descarga ensanguentada. A mãe do Hélio foi quem se seguiu. - Aurora, querida? Como estás? – Falando para Hélio – Vai chamar a ambulância. - Não. – pediu com a voz falida – disseram no hospital que isto iria acontecer, pelo menos mais uma ou duas vezes. - Tens a certeza? Se for preciso nós levamos-te. - Não, obrigada. Vou tomar mais um comprimido e beber um chá para acalmar o estômago. - Como queiras, o Hélio vai fazer-te o chá. Toma um banho, estás completamente encharcada, minha querida. - Obrigada, Helena. Aurora entrou no poliban e deixou a água semi fria...
Ele - Part 12
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Foi quando esteve internada durante o acidente que tivera com o seu irmão que lhe descobriram uma ferida no estômago, Auri já se tinha apercebido das dores e das constantes convulsões no estômago que lhe iam provocando quase o vómito, nunca fora ao médico por causa disso pois pensara que era algo passageiro. Quando acordo do coma, a primeira coisa que lhe aconteceu foi vomitar tudo à sua volta foi então que os médicos descobriram o dito problema. Nada que não passa-se com uns quantos medicamentos. Quando Auri deixou de os tomar passados alguns meses teve uma recaída e passou uma semana de cama com febre voltando assim a ter que tomar os medicamentos outrora receitados. Passados dois anos, Auri, não teve necessidade de voltar a tomar medicamentos pois quando fizera o exame gástrico, disseram-lhe que estava tudo bem. Por essa altura, foi quando começou a fumar e esquecera-se do problema até agora. Auri foi encontrada minutos depois, ironicamente, por Cláudia e pelas amigas, es...