Ele - Part 15


Durante o cinema Hélio e Auri não insistiram muitos nas carícias ou nos beijinhos pois parecia que o senhor estava obcecado com eles e virava-se sempre quando o beijo se prolongava mais tempo. Hélio por pouco não se passou mas Auri, simplesmente, não ligou.
No fim do cinema, Auri foi acompanhada por Hélio até à porta de sua casa esta era dos avós de Auri e estava desabitada pois ambos já tinham minha morrido e tinha-lhe sido doada. Era uma casinha pequenina com um jardim na frente. No interior tinha dois quartos, uma casa de banho, uma sala de estar e uma cozinha, divisões pequenas mas onde tudo estava imaculadamente arrumado, quer dizer, o quarto de Auri por vezes era uma bagunça mas ela esforçava-se por mudar isso sempre que podia.
Quando saíram na paragem e durante a caminhada até casa mantiveram-se em silêncio até que Hélio lhe propõe irem acampar num dia desses. Auri, adorou e aceitou sem pestanejar, agradava-lhe ideia de poder fazer estes programas e estava surpreendida por Hélio gostar deste tipo de aventuras.
A noite já ia longa. Estava calor e ouviam-se os grilos no seu canto nocturno e, por vezes, carros a passar. Hélio levou Auri à porta de casa.
- Até amanhã, Auri. – Disse-lhe ele com a testa encostada à dela.
- Até amanhã. – Respondeu Auri, com a batimento cardíaco a aumentar gradualmente.
- Não te esqueças do nosso acampamento... – Continuou ao começar afastar-se e a largar-lhe as mãos.
Auri, não queria nada ficar sozinha naquela noite e mal o viu virar as costas sentiu que seria injusto pelo menos ele não entrar um pouquinho e fazer-lhe companhia, talvez ele nem quisesse mas ela queria muito tê-lo consigo depois de tanto tempo sozinha decidiu, então, chamá-lo.
- Não queres entrar um pouco?
Não precisou de resposta. Hélio virou-se quase instantaneamente e dirigiu-se a ela com um enorme sorriso. Beijaram-se apaixonadamente e Hélio chegou mesmo a pegar em Auri. Os batimentos cardíacos de ambos estavam acelerados e quase se ouviam pela rua, era uma melodia sincronizada fruto de um amor fortíssimo e verdadeiro. Ele abraçara-se a Auri enquanto ela abria a porta e nunca mais a largou depois de a atravessarem, aos beijos. Ela não sabia exactamente o que poderia vir acontecer depois de fechar a porta ou mesmo o que dizer mas ela queria-o lá, consigo, junto ao seu coração. Decidiu-lhe mostrar a casa.
  - A minha casa não é propriamente tão grande quanto a tua mas... – E deixou a frase no suspenso
- Então é aqui que passas o teu tempo... – Comentou ele, enquanto ela  mostrava as divisões- Parece ser bem fixe viver aqui.
- Não me posso queixar. Queres beber alguma coisa ou assim? – Perguntou Auri num jeito de não ficarem num silêncio constrangedor.
- Ou assim – Respondeu e segurando-lhe a cintura. 
- Posso arranjar isso.
E agarrando o pescoço de Hélio, beijando-o apaixonadamente. Auri, começou a sentir o calor a percorrer-lhe a espinha e a pensou mesmo que o coração iria entrar em colapso, tal era a violência dos seus batimentos no seu peito. Auri, é bastante tímida e controla-se bastante em tudo o que faz mas quando sentiu as mãos de Hélio a percorrer o seu corpo sentiu que naquele momento porque é que haveria de se controlar? Estava feliz e ninguém podia mudar isso, só Hélio podia.
Não foi preciso Hélio dizer nada para saber que ele não avançaria se ela não quisesse. Sentiu-o quando por entre um dos beijos parou e a olhou profundamente, Auri puxou-o mais para si e beijou-o soltando um risinho. Estavam deitados no sofá num mar de calor e paixão, até que se começam a despir um ao outro. Auri, tomou a iniciativa e despiu-lhe a camisola e beijando-lhe o peito Hélio percorreu as suas pernas, até apanhar o vestido e num segundo este deslizou por entre o corpo dela. Começava a sentir o seu corpo numa chama ardente e com cada beijo de Hélio sentia na pele um arrepio de prazer. Não estava confortável no sofá e por entre um dos beijos ofegantes sussurrou-lhe:
- É mais confortável estar no meu quarto... 
Quando chegaram olharam-se e sorriram. Auri, empurrou atrevidamente Hélio para cima da sua cama e ele puxou-a pela cintura. Ela sentou-se na sua cintura e pode sentir que ele estava tão ou mais excitado que ela.
Auri, começou a sentir alguma emoção, nunca estivera com alguém que amasse tanto. Sentia-se amada, apaixonada e feliz. E, queria que aquela primeira vez de ambos fosse tão especial que a alma deles nunca mais fosse hábil de esquecer. Sentiu que Hélio tinha tido o mesmo pensamento pois começou abrandar nas caricias. Eles não precisavam de falar o universo e a natureza falava     por eles, era magia o que se estava a criar. Quando Auri ficou completamente nua sentiu o rubor subir-lhe às faces por prazer e por constrangimento, até ali não tivera problemas mas sentiu a pele a gelar quando ambos ficaram completamente nus. Iria acontecer e um nervoso miudinho começou a surgir por entre todo aquele fogo. Quando Hélio deitou o seu corpo por cima do de Auri, parou, olhou-a nos olhos e disse:
- Eu amo-te. Amo-te mesmo! Nunca amei ninguém assim, Auri. 
- Eu também te amo, Hélio – Disse abraçando-o.
 O relógio parou, aqueles dois corpos estavam agora num só, uma só alma em dois humanos.

                                                                       *

 Auri, acordou horas depois. Sentiu frio por alguma razão e quando olhou para o lado lá estava ele. Hélio dormi-a profundamente mesmo ao seu lado. Sorriu instantaneamente. Tinha acontecido, tinham feito amor e estava mais feliz que nunca. Puxou levemente a colcha e cobriu-se e a Hélio também. Este mexera-se e virou-se para ela. Ela observava-o decorando cada traço do seu rosto, deu-lhe um beijo ao de leve nos lábios, outro na testa, encostou a sua testa à dele e fechou os olhos, ouvindo mais de perto a sua respiração. Estava a começar adormecer quando sentiu o seu corpo ser puxado, Hélio acordara.
 - Podias ter continuado com os beijos. – Disse de olhos fechados e a sorrir.
Ela afastou-se um pouco deu-lhe uma festinha na cara.
 - Não te queria acordar.
Ele abriu os olhos. Hélio, olhou Auri profundamente e deu-lhe um beijo em cada olho, depois no nariz e finalizou com um nos lábios. Auri chegou, por uns instantes a duvidar que aquilo tinha mesmo acontecido mas quando sentiu o beijo dele nos seus lábios e as suas mãos a aproximarem o seu corpo ao dele, soube que era real. Bastante real. E explodiu de alegria.

A.

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