Basquetebol



Lembro esta frase: “ Não é altura que conta mas sim o talento”, palavras sábias e, às quais, agarrei a alma quando joguei basquetebol e, que, hoje me assolam a alma com aquela saudade. Digamos que, o talento é algo que nasce connosco e que se destaca com o tempo, o meu não era para o basquetebol, no entanto, joguei com alma e coração.
Comecei a gostar verdadeiramente de basquetebol graças a uma professora de educação física, cuja era árbitra do desporto em questão e graças a uma amiga que me incentivou para ir com ela para a equipa da escola. Aceitei e com o tempo tornou-se uma paixão, esta foi desvanecendo mas nunca morreu o bichinho.
Hoje em dia, não faria metade daquilo que fazia há quatro anos atrás, e já se passaram quatro anos, quem diria. Durante três joguei na escola e depois no último ano joguei num clube, diria mais que aquilo não era nada sério para mim sempre fora mas o grupo nunca se transformou numa equipa. Começaram pessoas a falhar aos treinos, o treinador indisponível para nos treinar e “end of the story”. Hoje em dia, no mesmo clube, existe equipa, e como é que eu me sinto? Triste, pois claro, se a equipa se tivesse formado eu estaria lá!
Tenho saudades e muitas! Era algo que começou de nada e se tornou tudo. Talvez houvesse uma motivação extra mas mesmo assim não deixou se tornar um amor pessoal. Quando digo que joguei basquetebol, as pessoas riem, é normal tendo em conta a minha altura mas para ser franca nunca tive grandes problemas. É, natural, que neste desporto quem tem mais altura tem mais vantagens mas nem sempre é assim. Seria um bocadinho complicado alguém com um metro e meio, que é o meu caso, tirar a bola a alguém com um metro e oitenta, noventa, não foi impossível.
E porque escrevo eu sobre isto? Por saudade, por nostalgia… No passado, haviam muitas coisas que teria mudado, menos isto. O basquetebol fez-me voar, viver e acreditar. Quando o perdi foi como se uma réstia da minha alma tivesse sido perdida também e que ainda não a consegui repor de nenhuma maneira.
Quando olho para a bola de basquete, sinto milhões de emoções e imagens, vivo-as de olhos fechados: o som da bola a passar por entre as redes do cesto, os batimentos cardíacos acelerados, o driblar no chão, os lançamentos que cortam o vento, a concentração das fintas e o espirito de alegria, o chiar dos ténis no chão de madeira, o suor a escorrer por entre os cabelos, a expressão séria mas feliz de corações que jogam por paixão.
A.

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