Inocente Criatura
Tentei
escrever,
Várias vezes,
até,
Contudo
Sem grandes
feitos.
A dor que me
incutiste,
Carregou-a,
silenciosa.
Numa angústia
gritante
Dia após
dia.
Porém,
Ainda não
decifrei
O
significado de tudo.
Nunca te
tive
Mas, mesmo
assim,
Ainda te
quero.
Talvez ainda
te procure,
E ao teu
jeito,
Ou, talvez, a
uma vingança cega
De nunca te
conseguir perdoar.
Penso em ti,
Ainda hoje,
Estupidamente,
bem sei.
Fizeste com
que tudo morresse,
Que deixasse
de haver calor no inverno
Ou a brisa
fresca no verão.
Destruíste a
imagem perfeita
Que tinha
pintado de ti.
Um quadro
colorido,
Que o foste
desgastando.
E fizeste
questão de o destruir.
Mas mesmo
assim,
Ainda penso
em ti.
O prazer que
me daria,
Talvez,
Olhar-te nos
olhos.
Ser abraçada
pelo sorriso
E ficar extasiada
pela tua voz
No meu
ouvido.
Serás tudo o
que não tive.
Serás quem levou
a humanidade
Deste
coração.
Serás a
perfeição, desconhecido!
A moldura
humana mais perfeita.
Serás
labareda
Que não se
apaga.
Serás o que
quis,
E não tive
Criei-te,
Ser perfeito.
Moldei-te,
Ser irreal.
Apaixonei-me,
Por um
personagem.
Soubeste que
existia
E o que
sentia.
Isso era
real.
Não houve
guião,
Ou encenação
de sentimentos.
Tu também
foste uma vitima,
Deste enredo
Deste jogo
mordaz,
Saíste ileso,
Mas eu
continuei nesta corrente
Tumultuosa.
Deixe-me
levar,
Inocente
criatura.
A.
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