Diário Dela E.2009



Naquela noite tudo foi diferente, havia sentido, havia perguntas curiosas de ambos, perguntas que eram feitas timidamente, perguntas... e a ânsia de se conhecerem era tal que não havia como pararem, não havia nada que os impedisse de se exporem. Quer dizer… haver, havia, mas eles só o descobriram dias depois.
O dia amanheceu. Ela acordou e ao pensar nele, deu por si a sorrir… Quem seria aquele humano que a fazia sorrir daquela maneira? Sorria, sem motivo… Sorria, porque sim, porque não… sorriu ainda mais quando viu a mensagem de “Bom dia” dele…
Infelizmente, não se encontraram naquela manhã…
O dia ia longo, a brisa marítima não combatia o calor existente e os corpos dourados abrigavam-se do sol.
Encontraram-se depois de almoço. Sozinhos. Á beira-mar. Estavam sentados, com a distância da timidez, a saborear a frescura do oceano a tocar-lhes nos pés. De vez em quando, lá vinha uma bola interromper e baralhar mais a conversa, não que fosse mau pois a tensão entre os dois estava em alta. O mundo tinha-se fechado para os dois. Eram eles, a frescura das ondas e as vibrações dos bons sentimentos. Conversavam coisas sem sentido. Mas conversavam, ate no silêncio o fizeram… Ela adorava ouvir a voz dele mas sentia um imenso incómodo por não conseguir olhá-lo nos olhos.
Foi uma tarde…uma tarde mágica….

(…)
A.

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