O gato
Na sombra da lua,
Entre as brasas ainda meio acesas,
O gato, na cesta, acordou.
esticou-se, eriçando-se levemente
e soltou um miar preguiçoso.
Na rua a planície ia sendo colorida
Pouco a pouco gelava-se o solo.
As plantas estáticas,
As gotículas suspensas nos ramos dos pinheiros
Transpareciam um cenário de paz.
Havia um silencio sinfónico,
Ente um respirar ritmado de vida.
Inóspito, selvagem, quente..
Doce suavidade de movimentos parados.
Numa antítese o universo respondia.
Houve um estalido de uma das brasas,
O gato assustado saltou da cesta
Ensonado e cambaleante percorreu a casa
Espreitou por uma porta entreaberta
Uma cama vazia e dois corpos estranhos abraçados nela.
Sorriam dormindo, o gato feliz, deitou-se entre eles
(14/12/2014)
Entre as brasas ainda meio acesas,
O gato, na cesta, acordou.
esticou-se, eriçando-se levemente
e soltou um miar preguiçoso.
Na rua a planície ia sendo colorida
Pouco a pouco gelava-se o solo.
As plantas estáticas,
As gotículas suspensas nos ramos dos pinheiros
Transpareciam um cenário de paz.
Havia um silencio sinfónico,
Ente um respirar ritmado de vida.
Inóspito, selvagem, quente..
Doce suavidade de movimentos parados.
Numa antítese o universo respondia.
Houve um estalido de uma das brasas,
O gato assustado saltou da cesta
Ensonado e cambaleante percorreu a casa
Espreitou por uma porta entreaberta
Uma cama vazia e dois corpos estranhos abraçados nela.
Sorriam dormindo, o gato feliz, deitou-se entre eles
(14/12/2014)
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