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A mostrar mensagens de 2017

Nature

Encontra-te no inóspito. Fecha-te ao sol. Ouve-a. Laivos gritantes de alegria, Numa fresca barulheira. Fecha-te com ela, Na ondulação do seu uivo. Atordoou-a a alma, Tal a violência da sua música. Não cansa ouvi-la. É uma sensação de completa anestesia Ópio a entrar nas vias. Não se consegue ouvir mais nada Apenas a paz Apenas a calmaria Apenas a liberdade. Quero ser como tu Correr por esses leitos fora, Alegre, Vibrante. Numa paixão eminente. Quero que as palavras surjam. Como a água flui neste rio. Silenciosas. Mas com força, Com grandiosidade. A brisa na pele; O sol na nuca; A frescura na palma da mão. A caneta na alma; O papel escrito. Só quero escrever, Gritar os versos, Como o som desta corrente No desespero dos seus gritos de liberdade. Mas livre és, Presa, às pedras, estou eu. Como estas folhas com cheiro a passado. Canta para mim Trás à minha alma música. Sinto-me como estas bolhas...

Perdes ou Ganhas?!

Perder é um momento tão difícil mas saber que perdeste é o mais difícil e o que dilacera a alma... Perdes tudo, perdes o sentido da vida, perdes o teu conforto, perdes a tua segurança... Muitas vezes, pensas que estás segura porque vives numa gaiola mental invisível, e quando alguém abre uma brecha e és sugada para uma saída precoce, sentes-te perdida, sentes-te numa dimensão tão desconhecida, quem nem tu própria te conheces... Chegas ao fim .. ao fim de uma era... perdeste... perdeste tudo o que tinhas mas ganhaste tudo o que vai começar a partir dali, vais fazer tudo de novo, vais aprender a renascer de novo, é assim... não há forma de mudar... vais continuar, é assim que tem de ser... tens de começar a construir de novo a gaiola com janelas, com portas que te deixem ver que existe um horizonte, que existem fantasmas que vão sempre espreitar nos momentos em que a luz se apaga, tens deixar que cada dia brilhe e quando o sol se pôr, mesmo com a escuridão, vão haver sempre estrel...

O gato

Na sombra da lua, Entre as brasas ainda meio acesas, O gato, na cesta, acordou. esticou-se, eriçando-se levemente e soltou um miar preguiçoso. Na rua a planície ia sendo colorida Pouco a pouco gelava-se o solo. As plantas estáticas, As gotículas suspensas nos ramos dos pinheiros Transpareciam um cenário de paz. Havia um silencio sinfónico, Ente um respirar ritmado de vida. Inóspito, selvagem, quente.. Doce suavidade de movimentos parados. Numa antítese o universo respondia. Houve um estalido de uma das brasas, O gato assustado saltou da cesta Ensonado e cambaleante percorreu a casa Espreitou por uma porta entreaberta Uma cama vazia e dois corpos estranhos abraçados nela. Sorriam dormindo, o gato feliz, deitou-se entre eles (14/12/2014)

na linha do comboio

Passado: Penso o que é perder-te, Penso o que é não te ter, A ti e ao teu sorriso, Penso o que deve doer mais... Se me arrancarem o coração Se te arrancarem da minha alma. A segunda.... A ti, Não há ninguém que te substitua. Penso na tua pele, na tua boca Na paixão gritante de duas almas A Minha e a Tua. Penso na tua voz, na tua música No lirismo de todas as palavras, Minhas e Tuas. Porque escrevo de ti? Talvez seja o amor que se escreve por si Este que aparece onde menos esperamos, E em quem menos contamos. Nos sitios mais simples e complexos Nas almas e nas folhas de papel, Numa palavra ou num sorriso. Num toque. Presente: Perdi-te. sem aviso, nem adeus acordei e já não estavas mais ali. Doeu E o vazio apoderou-se para sempre!

Encontrar a paz

Mente calma, Ao sabor da brisa Simplicidade do nada, Num presente. Independente, sou Prisioneira de ti. Vibrante este mundo Numa ondulação tímida. Rio corre, O sol reflete-se, A mente alinha-se Cria. Um lugar, aqui Feliz melodia no ar O calor a queimar a pele A água refresca a alma Flutuam memórias. Que nada destrua o agora, A paz que habita nesta frequência Um mundo isolado Num paraíso de sensações. O tempo não corre As horas estagnam O olhar percorre o vazio, Cheio de cor. Há vida no ar. Numa liberdade de movimentos As folhas, os pássaros, os peixes... Vivem. Abre os braços Deixa-te ir, Ao sabor do vento. Encontra-te!

A tristeza...

Não se está triste para sempre... Podes ter dias mais em baixo  mas a tristeza eventualmente começa a desvanecer.. A tua mente irá permitir-te ser feliz no dia em que te deitares com a alma destruída  em mil pedaços... irás acordar péssima, mas todas as lágrimas do dia anterior, irão transformar-se num alívio inexplicável... já não há tanto peso no teu peito, embora o vazio não tenha desaparecido, nem o sentimento de culpa mas irás de alguma forma sentir-te mais leve... mais feliz até!  Há sempre um novo dia, há sempre uma nova vida que pode desabrochar... há sempre algo novo que pode acontecer.  Tens de te deixar ir... deixar levar... deixar o vento conduzir.... não vale a pena remar contra a maré quando é tão doloroso, estares-te a infligir numa dor que não faz sentido, porque não faz... a cada dia há uma conquista, nem que seja pelo facto de seres saudável e viveres.  A vida é um sopro, a vida passa rápido demais, ainda ontem tinhas os joelhos esmurra...

Por Favor, Volta!

Preciso que voltes para mim, preciso do teu abraço , do teu carinho , do teu amor. Preciso de ti mais do que alguma vez pensei precisar .. Preciso do teu corpo aqui , para poder adormecer em paz, para poder sonhar connosco felizes Preciso do teu Amor, preciso do teu sussurro, do teu toque, da tua magia.  Dói que se farta esta ausência, porque não voltas?  Preciso de ti, este vazio está a sufocar-me, esta dor está a rasgar-me, vem, Meu Amor, vem para ao pé de mim, abraça-te a mim...  Lembraste quando perdíamos a noção do tempo enquanto nos abraçávamos? Tenho tantas saudades de ti, tantas... Está a doer tanto.. Dói todos os dias, a qualquer momento, dói a cada segundo que passa, dói a cada hora que marca o relógio... O tempo passa tão rápido, só esta dor é que é tão lenta, tão passiva, tão mal criada, não vai, não me larga, não se desprende de mim...  Será que a ti também te dói? ou já não?  Não entendes? Não entendes que só te quero a ti? Que p...
Olhar para uma folha branca, Ter tanto para escrever Tantas lágrimas presas Num mundo que é só meu Neste mundo em que ninguém pode entrar Estará este a rodar ao contrário? Um mundo desfragmentado Assim com a minha mente vazia Assim com a minha alma Viver contra esta maré de adversidades Quem sou eu? Onde estou? Preciso de me perder De flutuar De olhar o sol De ouvir o chilrear dos pássaros felizes Para encontrar a força Para me encontrar. Sou molécula de pessoa A voar por ai Estando, só.. Só estando.