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A mostrar mensagens de maio, 2014

Ele - part3

Estava sentada no banco de jardim de sua casa a fumar e a ler o dito livro quando deu por si a pensar. A pensar o quão, a sua vida tinha mudado em apenas um ano. A sua mãe tinha desaparecido, o pai era um frustrado mal lhe dava noticias e ela era quem unia aquelas duas pontas ténues. Aquela menina espevitada, sorridente e atrevida não era, nada mais, que uma adolescente com complexos e baixa auto-estima, mas, que escondia tudo isso com um fantástico sorriso e carradas corretor de olheiras. Este rapaz veio ocupar-lhe a mente, o que começava ajudar a fechar aquele sufoco em que prevalecia. Uma coisa era certa, depois daquela tarde, as coisas tinham mudado. Quando o viu no dia seguinte na escola, sentiu-se estranha e, ao trocaram olhares e acenos, já não sentiu aquele aperto na garganta como outrora, era como se olhasse para qualquer pessoa com a simples diferença de que aquela lhe alterava a intensidade dos batimentos cardíacos.        ...

Ele - part2

Cruzaram olhares intensos, naquele dia. Porém, a timidez de Auri quebrou aquela "conexão ". A consciência dela pedia-lhe para o evitar ao máximo, pois, podia começar a notar-se o interesse por ele, em todo o caso, não ia arriscar não poder corresponder aqueles calorosos olhares. Auri tinha aquele ar atrevido mas carinhoso. Bom,  dizer que tinha ar era dizer pouco ela era mesmo atrevida para as pessoas, por vezes, era intransigente, mas não se importava muito, era isso que ela mais gostava nela. Ela era capaz de falar com a escola inteira, mas, menos com ele. Estupidamente irónico, mas, a consciência matava-a! Mais um dia acabara. Decidiu parar um pouco no jardim da escola e recomeçar a leitura naquele estúpido livro que lhe tinham emprestado. Livro de fantasia. Ela tinha de ler e começara por algo que lhe falaram de que iria adorar. O início estava a ser ético e entediante. Foi salva pelo escurecer. Já se via, ao longe, algumas casas com as luzes acesas. Estava a s...

Ele - Part1

Lá estava ele mais uma vez com os amigos numa conversa perdida de gargalhadas! "Inútil será olhar para ele, ele nunca me verá", pensou ela. Que raio de magnetismo era aquele que a deixava sempre sem jeito sempre que o via. Aqueles grandes olhos castanhos transmitiam-lhe um grande cansaço, mas, ao mesmo tempo uma ternura inexplicável e, o seu ar, era, de certa forma, carinhoso. Pensava demasiado nele, isso sabia-o, mas, não era isso que a preocupava. Aquela turbilhão de borboletas na barriga quando o via era o que a consternava mais, pois, começava a sentir algo por um estranho incrivelmente atraente. Aurora era uma menina simples de longos caracóis castanhos extremamente rebeldes e uma forma redondinha e carinhosa. Era apaixonada pela leitura e pela natureza e tudo o que a rodeava tinha, para ela, algum sentido. Gostava de se sentar e de fechar os olhos por um minuto e sentir as vibrações do universo.Tudo a admirava, o simples bater de asas da andorinha récem chegada ou de...

Inocente Criatura

Tentei escrever, Várias vezes, até, Contudo Sem grandes feitos. A dor que me incutiste, Carregou-a, silenciosa. Numa angústia gritante Dia após dia. Porém, Ainda não decifrei O significado de tudo. Nunca te tive Mas, mesmo assim, Ainda te quero. Talvez ainda te procure, E ao teu jeito, Ou, talvez, a uma vingança cega De nunca te conseguir perdoar. Penso em ti, Ainda hoje, Estupidamente, bem sei. Fizeste com que tudo morresse, Que deixasse de haver calor no inverno Ou a brisa fresca no verão. Destruíste a imagem perfeita Que tinha pintado de ti. Um quadro colorido, Que o foste desgastando. E fizeste questão de o destruir. Mas mesmo assim, Ainda penso em ti. O prazer que me daria, Talvez, Olhar-te nos olhos. Ser abraçada pelo sorriso E ficar extasiada pela tua voz No meu ouvido. Serás tudo o que não tive. Serás quem levou a humanidade Deste coração. Serás a perfeição, desconhecido! A moldura hu...

Já faz tempo....

Já faz tempo que não escrevo um poema; De enche alma e coração, Que exprimisse o movimento dos sentidos Já faz tempo que não oiço a voz do silêncio, Que enche a noite e o dia de calma; Que agitasse esta batalha desnecessária Já faz tempo que preciso de ti Da tua voz no meu ouvido e o teu beijo na minha pele Que o teu simples olhar me fizesse morrer, Morrer de paixão. A.