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A mostrar mensagens de abril, 2014

Um branco escrito...

Olho a página em branco, louca por escrever algo…. Uma alienação total da realidade. Talvez haja a realidade das contrariedades do desabafo.... Até que ponto estará a minha mente preparada para libertar tudo o que aqui navega?! Não serei capaz de responder… Quer dizer, há muito tempo que não respondo com a plena sinceridade ao que me é perguntado («Perguntei-me porquê,/Mas não me peçam para responder.») Quantas vezes redigi o mesmo texto? Quantas? Quantas vezes magoei este motorzinho palpitante por esperar algo que ficou morto nesses dia? Deixei de sentir, deixei de ter o que sentir.  Talvez tenha atingido o limite do cansaço. O cansaço de esperar algo que não virá. Algo que nunca irei sentir. Algo que nunca atingirei. Parece derrotista (ou pessimista) este diálogo, mas a fé que me criou consumiu-me e, hoje, procuro mudar isso criando a minha própria plenitude de fé.  Fé, palavra esta que leva ao sentido divino, celestial...imaginário. Deixei de pertencer a ess...

Diário Dela E.2009 -

O desfecho daquela história é, quase, previsível … Mas antes de chegar o obvio, há história para contar… momentos que são recordados, discurso fragmentado, é certo, mas que vai sendo clareado aos poucos…. Aquela foi a última tarde em que se puderam tocar, conhecer ou falar… Uma tarde longa que foi esmorecendo com a descida do sol no horizonte, pintando o céu de tons alaranjados, cinza e vermelho. Aqueles dois humanos estavam perto da despedida daquele dia e nenhum deles queria largar o que estavam a sentir e a viver. Já com uma claridade ofusca, era hora de partir…. Mais uma vez Ele acompanhou-a a subir a íngreme avenida onde a deixou a meio do caminho. Ela viu-o partir… T-shirt branca, calções pretos e mochila azul-bebé… A energia daquele humano fazia com que Ela nunca o quisesse perder ou esquecer e começava a ameaça-la com certo sentimento, que notou tardiamente…. Ele era tudo o que ela queria mas que não podia ter. Ele era fogo. Ela era a água. Mas a conexão de ambos fa...

Diário Dela E.2009

Naquela noite tudo foi diferente, havia sentido, havia perguntas curiosas de ambos, perguntas que eram feitas timidamente, perguntas... e a ânsia de se conhecerem era tal que não havia como pararem, não havia nada que os impedisse de se exporem. Quer dizer… haver, havia, mas eles só o descobriram dias depois. O dia amanheceu. Ela acordou e ao pensar nele, deu por si a sorrir… Quem seria aquele humano que a fazia sorrir daquela maneira? Sorria, sem motivo… Sorria, porque sim, porque não… sorriu ainda mais quando viu a mensagem de “Bom dia” dele… Infelizmente, não se encontraram naquela manhã… O dia ia longo, a brisa marítima não combatia o calor existente e os corpos dourados abrigavam-se do sol. Encontraram-se depois de almoço. Sozinhos. Á beira-mar. Estavam sentados, com a distância da timidez, a saborear a frescura do oceano a tocar-lhes nos pés. De vez em quando, lá vinha uma bola interromper e baralhar mais a conversa, não que fosse mau pois a tensão entre os dois esta...