Oiço as músicas de um passado em que o romance não passou de
uma tela, de um texto, de mim ou de alguém. E o tempo passa e cura tudo, eu
acredito nisso…. Virá tempo de despedida, e eu não sou visionária!
Só queria que houvesse instantes que durassem. Mas nada
dura, tudo é efémero. O Mondego que hoje desliza calmamente daqui por uns dias
pode transbordar. Antes ele que os meus olhos.
O que fica é o sentar da prima no fundo da cama e, com uma gargalhada,
ela relembra o que de há muito não falávamos. Idiotices mas que criaram
histórias!
Às vezes, tenho pena de não escrever um diário onde anote
todos os acontecimentos, mesmo os mais estúpidos, a memória vai de certeza
apagar ou, simplesmente, guardar nos recônditos do subconsciente coisas tão
divertidas e com pessoas que talvez não volte a ver (tão cedo, pelo menos). Por
exemplo, há coisas ou acontecimentos que podiam ser dispensados logo ao
acontecer, não iriam fazer falta…. Não… Iriam, porque há acontecimentos desses
que se calhar, fazem sentido ficar para se dizer, pelo menos uma vez, “eu
vivi/senti isso”, pronto, admito que é indispensável tudo o resto, drama, dor,
choros, blah blah blah… mas depois existem acontecimentos tão bons tipo a praia
no verão e todas as sensações associadas, as belas palavras de alguém que já
partiu, tudo isso se vai desvitalizando!
Tenho sono e só queria poder não olhar para o relógio…. Não queria
acordar aqui… queria acordar à uns anos a trás e tomar a aquela decisão. Entre
o sim o não, eu teria escolhi o vai à mer**.
A.
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