Lá está ela mais uma vez na sombra da alma a perfurar-se com a tristeza que surge com o simples cheiro da saudade. Pergunta-se onde teria ido o seu sol de sorriso e olhos travessos. Ninguém lhe responde. Gritando pelo que é seu pelas ruas da calçada irregular passa pela multidão procurando silenciosamente. Ninguém a olha. Só está, só ficará até que o sol volte. A.
Mensagens
A mostrar mensagens de novembro, 2014
Alva!
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Vejo a minha imagem reflectida, No fundo deste rio. Ó rio. Alva que me salva, Desta solidão incompreendida. Ninguém está a ver o que vejo, Caminho em direcção ao sol; Aqui as imagens são diferentes. O rio corre veloz, baixinho, calminho. Em frente à casa do grande Mestre, Penso como isto era há uns anos. Será que Campos escreveu, Virado à paisagem que deslumbro? Vou voltar para onde estava. Molho o pés. A água fria, calma e discreta. Arrepia-me a alma inquieta. Voltei a olhar a casa do grande Mestre; Agora olho de longe, De janela aberta, o cortinado espreita. Abana ao vento. Uma truta veio dar o ar da sua graça, Fez movimentar a corrente calma; Tornando-a agora irregular, Ondas circulares controversas. É outono debaixo de um sol de Agosto, Mas os pássaros clamam o frio que virá. Prefiro este outono paciente. Este que depena, lentamente, as árvores, Demorando, assim, a pintar a tela. Queria poder escrever em palav...