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A mostrar mensagens de outubro, 2014
Oiço as músicas de um passado em que o romance não passou de uma tela, de um texto, de mim ou de alguém. E o tempo passa e cura tudo, eu acredito nisso…. Virá tempo de despedida, e eu não sou visionária! Só queria que houvesse instantes que durassem. Mas nada dura, tudo é efémero. O Mondego que hoje desliza calmamente daqui por uns dias pode transbordar. Antes ele que os meus olhos. O que fica é o sentar da prima no fundo da cama e, com uma gargalhada, ela relembra o que de há muito não falávamos. Idiotices mas que criaram histórias! Às vezes, tenho pena de não escrever um diário onde anote todos os acontecimentos, mesmo os mais estúpidos, a memória vai de certeza apagar ou, simplesmente, guardar nos recônditos do subconsciente coisas tão divertidas e com pessoas que talvez não volte a ver (tão cedo, pelo menos). Por exemplo, há coisas ou acontecimentos que podiam ser dispensados logo ao acontecer, não iriam fazer falta…. Não… Iriam, porque há acontecimentos desses que se calhar...
Incondicional, Prematuro, Duro, Um monte de mentiras, Um ramo de flores secas, Um cartão de despedida, Um adeus! Nada mais...